Trabalhinho de Faculdade (Legislação Aplicada à Informática) escrito nos 15 minutos de intervalo no trabalho... :)
Em referência ao conhecido movimento “Cavalgada do Mar”, realizado anualmente no litoral gaúcho durante o veraneio: Maltrato à animais provoca reflexão quanto a real fundamentação do referido culto. Em tempo: Morreram dois cavalos e quinze adoeceram durante o evento. Paulo Sant’Ana, em seu blog, trata do assunto de forma bastante pontual, mencionando seu contato com o tradicionalista Paixão Côrtes, conhecido como símbolo da cultura gaúcha. Côrtes ressalta que, nem de longe, a tal cavalgada representa algo ao folclore e a cultura gaúcha, pelo contrário.
Toda a discussão transcorre em virtude das mortes e maltratos aos animais, uma vez que os mesmos, na sua maioria, não são preparados fisicamente durante o ano, o mesmo se aplicando aos cavaleiros: Ambos obesos e sem ritmo algum. Ou seja, se para o cavaleiro percorrer os 200km anuais é bastante complicado devido ao desgaste, pode-se imaginar a situação dos sofridos eqüinos que, além de si, carregam obesos no lombo, sob intenso sol, clima abafado e areia quente.
E a questão vai muito além dos maltratos, tangendo o campo da ética, tanto dos proprietários dos animais quanto da organização do evento, que apressa-se em tirar o seu da reta: “O animal tem de ser preparado. Esse é um problema do dono do cavalo. É como mulher, se tu não a tratares bem, vais levar guampa”, nas palavras do próprio Vilmar Romera, organizador do evento. É lógico que ninguém quer assumir a responsabilidade, mas é tão mais evidente que alguém (ou todos) a possuem. Enquanto associações protetoras dos animais e pessoas realmente conscientes e com responsabilidade social clamam pelo final deste tipo de atitude, falsos tradicionalistas continuam por desfilar suas pelancas aos banhistas, estes nem sempre tão maravilhados assim, seja com as horas que o desfile pára a praia, seja com as fezes que os animais, por falta de opção, acabam deixando pelo caminho.
Dada toda esta conjectura, propõe-se a reflexão: Quem é responsável por tudo isso? Sabendo que os meios legais baseiam-se na ética para fundamentar suas leis, não há nada que proíba o maltratos dos pobres animais? É sabido que deixar atitudes de tal estofo passarem impunemente poderá provocar revolta dos ambientalistas ou pior: outros movimentos semelhantes. E aí, de quem será a culpa? Isto tudo sem contar a falta de higiene resultante para os banhistas...
Falta moral, falta ética, falta ação coativa de órgãos capazes. E o tempo passa, a mídia e o povo acabam esquecendo. Esquecem para lembrar ali adiante, no próximo ano, e no próximo, e continuar lembrando numa prosopopéia sem fim dos repórteres e colunistas, perante a repetida passividade de todos nós junto a crueldades deste tipo.
Em referência ao conhecido movimento “Cavalgada do Mar”, realizado anualmente no litoral gaúcho durante o veraneio: Maltrato à animais provoca reflexão quanto a real fundamentação do referido culto. Em tempo: Morreram dois cavalos e quinze adoeceram durante o evento. Paulo Sant’Ana, em seu blog, trata do assunto de forma bastante pontual, mencionando seu contato com o tradicionalista Paixão Côrtes, conhecido como símbolo da cultura gaúcha. Côrtes ressalta que, nem de longe, a tal cavalgada representa algo ao folclore e a cultura gaúcha, pelo contrário.
Toda a discussão transcorre em virtude das mortes e maltratos aos animais, uma vez que os mesmos, na sua maioria, não são preparados fisicamente durante o ano, o mesmo se aplicando aos cavaleiros: Ambos obesos e sem ritmo algum. Ou seja, se para o cavaleiro percorrer os 200km anuais é bastante complicado devido ao desgaste, pode-se imaginar a situação dos sofridos eqüinos que, além de si, carregam obesos no lombo, sob intenso sol, clima abafado e areia quente.
E a questão vai muito além dos maltratos, tangendo o campo da ética, tanto dos proprietários dos animais quanto da organização do evento, que apressa-se em tirar o seu da reta: “O animal tem de ser preparado. Esse é um problema do dono do cavalo. É como mulher, se tu não a tratares bem, vais levar guampa”, nas palavras do próprio Vilmar Romera, organizador do evento. É lógico que ninguém quer assumir a responsabilidade, mas é tão mais evidente que alguém (ou todos) a possuem. Enquanto associações protetoras dos animais e pessoas realmente conscientes e com responsabilidade social clamam pelo final deste tipo de atitude, falsos tradicionalistas continuam por desfilar suas pelancas aos banhistas, estes nem sempre tão maravilhados assim, seja com as horas que o desfile pára a praia, seja com as fezes que os animais, por falta de opção, acabam deixando pelo caminho.
Dada toda esta conjectura, propõe-se a reflexão: Quem é responsável por tudo isso? Sabendo que os meios legais baseiam-se na ética para fundamentar suas leis, não há nada que proíba o maltratos dos pobres animais? É sabido que deixar atitudes de tal estofo passarem impunemente poderá provocar revolta dos ambientalistas ou pior: outros movimentos semelhantes. E aí, de quem será a culpa? Isto tudo sem contar a falta de higiene resultante para os banhistas...
Falta moral, falta ética, falta ação coativa de órgãos capazes. E o tempo passa, a mídia e o povo acabam esquecendo. Esquecem para lembrar ali adiante, no próximo ano, e no próximo, e continuar lembrando numa prosopopéia sem fim dos repórteres e colunistas, perante a repetida passividade de todos nós junto a crueldades deste tipo.

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